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Região / Cotidiano

Síndrome de Down: quando a inclusão fala mais alto, ganhamos todos

Por Anderson Firmino

U m olhar inclusivo, atento, mas sem penas ou pudores. O amor verdadeiro, recheado de lições. Esse é o compromisso da ONG Tam Tam, comandada por Renato Di Renzo e Cláudia Alonso e um verdadeiro patrimônio santista no que diz respeito à inclusão autêntica. Ali, quem tem síndrome de down cresce e aparece – como qualquer pessoa. Samba, literalmente, na cara do preconceito.

Neste 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, apesar de rótulos, há muito a ser lembrado. “Seria tão bom se a gente já tivesse, em pleno século 21, uma sociedade que não precisasse celebrar o dia desse ou o dia daquele. Na Tam Tam, a gente celebra a inclusão, ou seja, celebra a sociedade para todos. Tudo, todo mundo junto e misturado. É isso que faz que a gente caminhe para essa sociedade que deveria ser para todos, que deveria entender a todos”, diz Cláudia.

Ela vê com desconfiança o discurso de quem diz “fazer inclusão”, no seu entender, um processo mais orgânico, natural. “Nossa atividade, na Tam Tam, é para qualquer pessoa. Acho um golpe quando os caras falam ‘eu faço inclusão’. A pessoa nem sabe o que é a palavra. Inclusão é sociedade para todos; então, ninguém faz a sociedade, se é para todos, ela acontece. Eu faço teatro para down. Daí, fico me perguntando: o teatro é diferente? A história do teatro é diferente? Shakespeare fez um Romeu e Julieta diferente para down? Ou nós, enquanto profissionais da área, precisamos saber lidar com as diferenças? A partir do momento em que sabemos lidar com isso, pegamos as técnicas que nós temos, seja da dança, seja do teatro, das artes plásticas ou do que quer que seja, e utilizamos de forma diversa e plural”, raciocina.

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