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Santos / Economia

Pesquisa aponta expectativas de consumidores e comerciantes para o Dia das Crianças

Com expectativa de bons resultados, o varejo da região espera crescimento nas vendas para o Dia das Crianças neste ano. Isso é o que indica a pesquisa de expectativa de vendas e consumo para a data realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SincomércioBS). A estimativa de 57% dos comerciantes entrevistados é o aumento de vendas no período em comparação a 2017. Já para 39%, o faturamento deve permanecer o mesmo. Apenas 4% preveem um resultado negativo.

Para 44% dos lojistas que acreditam em um faturamento maior, o crescimento deverá ficar entre 5% e 10%. A melhora será ainda superior segundo 19% dos empresários, que indicam acréscimo de 10 a 15% no lucro. Os que não creem em um desempenho maior que 5% totalizam 25%. Os mais otimistas representam 12% do total e esperam que a data agregue acima de 15% na receita. O motivo apontado por aqueles que creem em uma possível queda é a crise econômica, unanimemente votada.

A oferta de itens em promoção e decoração especial da loja são a principal estratégia para atrair o consumidor na data para 63% dos entrevistados. Divulgação em mídias digitais e novos produtos receberam 52% cada, sendo que esse último também recebeu considerável atenção em 2017, somando 49% dos participantes na época.  O treinamento de funcionários foi citado por 42%. Também foram mencionados, alternativamente, propaganda em meios de comunicação (TV, rádios e jornais) e brindes (4% cada). No questionário, era possível escolher entre uma ou mais ações de vendas. Era possível, ainda, selecionar a opção “não sei/nada”, que obteve, igualmente, 4% dos votos.

CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS

Cerca de 46% dos entrevistados devem contratar trabalhadores temporários para o fim de ano, de acordo com pesquisa realizada pelo SincomércioBS. Para 54% dos lojistas, no entanto, o quadro atual de colaboradores deve suprir a demanda durante o período.

Entre os lojistas que aumentarão a equipe, 55% disseram que devem contratar dois funcionários extras. Para outros 27%, o reforço será de apenas uma contratação. Já quem busca entre 4 e 5 ou mais, representam 9% cada faixa.

“Nos piores dias da crise, o comércio admitia um ou nenhum colaborador para o período, mas com a lenta melhora, é possível identificar que quem contratava um, hoje contrata dois. Isso é um bom sinal para a nossa região”, explica o presidente do Sindicato, Omar Abdul Assaf.

CONSUMIDORES PRIORIZAM BOM ATENDIMENTO NA HORA DE FECHAR NEGÓCIO

O levantamento do SincomércioBS também indica a expectativa do consumidor para a data comemorativa. Em 2018, 92% dos entrevistados pretendem presentear. A maioria (38%) pretende gastar entre R$ 50,00 e R$ 100,00 – faixa de preço também favorecida em 2017. Os que planejam desembolsar entre R$ 101,00 e R$ 200,00 totalizam 29% e para 12%, o valor do produto deverá ficar entre R$ 201,00 e R$ 300,00. Crianças receberão presentes com valores acima de R$300,00 de 17% dos compradores (total que somava 12% ano passado). Gastar até R$50,00 foi a opção menos escolhida, com 4%.

Os brinquedos permanecem a principal seleção de presente (67%), seguido por roupas (42%) e calçados (37%) – padrão visto nos anos anteriores. Artigos esportivos, que em 2017 marcaram 18%, constituem 12% dos entrevistados este ano. Outros 17% mencionaram produtos de informática, como jogos de videogame, e 8% optaram por perfumes.  Eletrônicos, como celulares e tablets e Livros, receberam 4% das intenções. CDs e DVDs não entraram na porcentagem.

Para quem presenteia, o maior atrativo é o bom atendimento, escolha de 50% dos entrevistados. Para 25%, o mais importante é presentear de acordo com o que a criança pediu. Investimento em propagandas (9%) e na decoração da vitrine (8%) também são diferenciais relevantes. Promoções e liquidações, bem como um produto inédito, são as apostas de 4% cada. Este ano, a divulgação nas redes sociais não figurou entre as opções votadas.

O cartão de crédito ainda será a forma de pagamento mais usada (50%), como em 2016 e 2017. O índice para aquisições com dinheiro é de 29% (40% ano passado) e as aquisições com cartão de débito não deverão passar de 21% no total (soma de 14% no ano anterior).

Quando se trata do local, o consumidor da região não tem preferência: um montante de 67% irá realizar a aquisição do produto em qualquer tipo de loja, número que representava 36% no ano passado. Quem dá prioridade ao comércio local, foca nos estabelecimentos do shopping (21%) e nos negócios de rua (8%).  Apenas 4% relataram a pretensão de utilizar exclusivamente e-commerce.

O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 28 de setembro de 2018, com 50 entrevistados, nas nove cidades da Baixada Santista. A pesquisa tem caráter quantitativo, pelo método de levantamento com amostra aleatória simples e estratificada.