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Santos / Porto

Caminh√Ķes s√£o atingidos por bolinhas de gude em meio √† paralisa√ß√£o na Alemoa

Da Redação

De acordo com o Comando de Policiamento do Interior Seis (CPI-6), homens estavam jogando bolinhas de gude contra os parabrisas dos caminh√Ķes no KM 48 da pista sul da Rodovia Anchieta.

De acordo com o os policiais militares se atentaram e conseguiram abordar os ocupantes do veículo responsável pela ação perigosa. Bolinhas de gude foram encontradas dentro do automóvel.

Os dois indiv√≠duos foram levados ao 3¬ļ DP de Cubat√£o, mas j√° forma liberados. foi a primeira interven√ß√£o da pol√≠cia nessa paralisa√ß√£o dos caminhoneiros aut√īnomos, que chega ao seu quinto dia nesta sexta-feira (5).

Posicionamento

O Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) se manifestou sobre a paralisação, por meio de nota. Confira a íntegra:

“O SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE COMERCIAL DE CARGA DO LITORAL PAULISTA ‚Äď SINDISAN ‚Äď vem a p√ļblico expor e conclamar a sociedade para solucionar a quest√£o de extrema gravidade que se coloca neste momento.

Após quase dois anos de uma crise sem precedentes que devastou a economia global, cadeias de produção e alterou profunda e significativamente a forma como vivemos e trabalhamos, o mundo mudou e, nesse momento de retomada, efeitos negativos vêm sendo sentidos por todos e aqui fazemos nossa reflexão.

Todos aqueles envolvidos na cadeia log√≠stica, sejam aut√īnomos, embarcadores, empresas de transporte, terminais e armaz√©ns, dependem, al√©m da m√£o de obra e capacidade humana, de insumos tais como ve√≠culos, implementos, combust√≠veis, dentre outros.

O preço do diesel sofreu um incremento de mais de 65,5% apenas no ano de 2021, sendo que este insumo representa entre 30% e 40% dos custos de uma empresa de transporte.

Neste sentido, imposs√≠vel fechar os olhos √† triste realidade que se assoma ao setor nos √ļltimos meses, sendo obriga√ß√£o de todos conclamar o Governo, cidad√£os e demais entidades de classe a lan√ßar m√£o de medidas que permitam a retomada real de nossa economia, respeitados os princ√≠pios do livre mercado mas, preservadas as condi√ß√Ķes m√≠nimas de concorr√™ncia e sustentabilidade.

√Č claro que todo custo √© ligado a outro, eis que tudo o que consumimos e utilizamos depende inevitavelmente da cadeia log√≠stica. Logo, √© natural que a varia√ß√£o de um custo reflita em outros e, por conseguinte, nos pre√ßos de forma geral.

√Č dever de todos lutar pelo respeito integral √† legisla√ß√£o, com o cumprimento da lei do VALE PED√ĀGIO, com a ado√ß√£o efetiva da tabela do PISO M√ćNIMO DE FRETES (ANTT), que seja mantida a correla√ß√£o estrita desta com a realidade, impedindo que o transportador (TAC ou ETC) seja esmagado pela press√£o da ind√ļstria, pela sanha arrecadat√≥ria do Estado ou mesmo por mudan√ßas no cen√°rio de c√Ęmbio e de insumos estrangeiros. E isso depende da exist√™ncia de um gatilho ou paridade com os custos do setor, gatilho este que deve ser autom√°tico e independente de vontade pol√≠tica.

Existem ferramentas legalmente previstas e dispon√≠veis para implementar estas medidas, dentre estas podemos citar: (I) a Uni√£o deve instalar e efetivamente fiscalizar, via ANTT, o cumprimento do piso m√≠nimo, especialmente em pontos concentradores de cargas, portos, aeroportos, hubs rodoferrovi√°rios, etc e, para isso, urge a instala√ß√£o de um posto de fiscaliza√ß√£o no Porto de Santos; (II) deve haver fiscaliza√ß√£o quanto √† concess√£o efetiva do vale ped√°gio, sepultando-se definitivamente o chamado frete all-in; (III) a tabela de piso m√≠nimo de fretes da ANTT deve ter atrelado gatilho de atualiza√ß√£o para que se mantenha fiel √† realidade de mercado; (IV) deve ser adotada medida urgente de adequa√ß√£o √†s al√≠quotas de ICMS sobre combust√≠veis, evitando desequil√≠brios regionais; (V) deve haver r√≠gida fiscaliza√ß√£o quanto ao cumprimento das legisla√ß√Ķes de seguran√ßa e regularidade de ve√≠culos e cargas.

São temas que já possuem legislação e regulamentação e devem apenas ser efetivamente enfrentados.

Do equil√≠brio no segmento log√≠stico depende nossa retomada econ√īmica e, neste sentido, devemos enfrentar conjunta e indistintamente esses problemas para que possamos superar este momento de crise.

Claro que existem demandas espec√≠ficas, mas a pauta do equil√≠brio jamais ser√° de uma √ļnica categoria. Ela √© comum ao Pa√≠s e a√≠ nos inserimos.

Jamais compactuaremos com atos de vandalismo, que coloquem em risco a integridade f√≠sica de pessoas ou a√ß√Ķes que impe√ßam ou restrinjam o livre direito de locomo√ß√£o de qualquer cidad√£o e, mais importante, defenderemos de forma intransigente o direito do trabalho a quem quer que seja, atendidos os requisitos e preceitos legais em vigor.

Seremos sempre favor√°veis √† ordem e ao progresso, ao di√°logo pac√≠fico e democr√°tico, √† melhoria cont√≠nua, √† legalidade e ao compromisso com as futuras gera√ß√Ķes e assim, certos de que estamos imbu√≠dos neste sentido, clamamos pelo apoio da sociedade e apoio dos Governos Federal, Estadual e Municipal.

Santos, 05 de novembro de 2021″.