Ao Estado brasileiro cabe o planejamento da prevenção, controle e tratamento das doenças infectocontagiosas. Uma doença infeciosa é provocada pela infecção por micro-organismos de origem viral, bacteriana, fúngica ou parasitária. Elas podem se apresentar como epidemia, com números crescentes de forma vertiginosa. Ou como endemia, com a quantidade de infectados, em uma dada região, permanecendo relativamente constante ao longo do tempo. Daà a importância de monitorar a incidência (número de casos novos) e prevalência (número de pessoas acometidas). Esses dados definem sua gravidade.
A situação da Zika no Brasil foi incomum. O Zika vÃrus foi descoberto em 1954, na Nigéria, e, desde então, nunca havia se apresentado com a situação epidêmica apresentada no Brasil em 2015. Os números cresceram de forma exponencial, sem nenhuma justificativa evidente. Além disso, a gravidade dos danos neurológicos apresentados forma muito intensos. Essa situação tornou o estudo e controle do Zika vÃrus uma prioridade global.
De forma inexplicável, o número de casos também tem caÃdo de forma exponencial, desde de dezembro 2015, quando apresentou um pouco menos de 1600 casos, para próximo de 300 casos em maio de 2016 e menos de 200, em outubro do mesmo ano. Essa situação permitiu que o Brasil revogasse a emergência nacional, deixando de ser uma ameaça mundial. O estudo do Zika vÃrus mostrou outras formas de contágio para além dos vetores. Se antes a preocupação era apenas com o Aedes Aegypti, hoje já se sabe que é possÃvel a transmissão pela via sexual. O vÃrus pode se manter ativo por seis meses no sêmen.
As doenças infecciosas e mais especificamente as virais têm um comportamento complexo. Assim como o Zika vÃrus outros aparecem e desaparecem de forma súbita. Existem modelos matemáticas que permitem prever a retomada de algumas dessas epidemias. O influenza, vÃrus causador da gripe, apresenta um caráter epidêmico de forma periódica. Causa grande número de doentes e de morte e depois fica um certo tempo com um número restrito. Outro exemplo a ser citado é o ebola, que causou grande comoção.
Para evitar as epidemias é necessário, inicialmente, que haja condições dignas de moradia e de saneamento básico. Mas também é bastante importante a promoção da saúde, garantindo-se que as pessoas saibam fazer as escolhas saudáveis. Um pequeno gesto, simples, mas muito importante é a higienização das mãos e de tudo que se consome oralmente. Unhas aparadas e limpas, não ter os hábitos de levar as mãos aos olhos e boca podem reduzir algumas infecções. Garantir a preservação do meio ambiente também é importante. O desmatamento traz para perto do humano, alguns animais, mamÃferos e vetores (insetos) com novos microrganismos para os quais ainda não adquirimos defesa.
Se ainda tiver dúvidas, encaminhe sua dúvida para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br ou por carta endereçada ao CIM, avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002.
