
A chance para um jovem é menor para o mercado de trabalho. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as pessoas de 18 a 24 anos enfrentam maiores dificuldades para conseguir serviço. Ainda conforme o órgão, quando esses jovens estão empregados são os mais vulneráveis à demissão.
O crescimento da população ocupada perdeu ritmo ao longo de 2018, afirmou o Ipea, e na passagem do ano. Esse estudo é feito com base nos dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No trimestre (móvel) formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento e sim, retração de 1,3%.
Também em nota, Ipea acrescentou que a lenta recuperação do mercado de trabalho, com regressão da ocupação entre os mais jovens, “vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho”.
De acordo com o Ipea, a Pnad do IBGE registrou cerca de 16 milhões de casas sem renda proveniente do trabalho no último trimestre de 2018, “o que equivale a 22,2% das quase 72 milhões de residências no país”. No mesmo período de 2017, a proporção era de 21,5%. Antes da recessão [final de 2013], o percentual era de 18,6%.
Foto: Divulgação/Agência Brasil
