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Regi√£o / Meio Ambiente

ONG retira mais de 600 kg de lixo pl√°stico de praias desertas no litoral de SP

Da Redação

A¬† ONG Ecologia em Movimento (Ecomov) realizou, no √ļltimo domingo (28), uma grande a√ß√£o de limpeza em praias desertas nas cidades de S√£o Vicente e S√£o Sebasti√£o. Uma equipe de 25 volunt√°rios entre eles t√©cnicos e professores, estudantes de universidade local e funcion√°rios do Parque Estadual do Xixov√°-Japu√≠ retiraram mais de 600 kg de lixo das praias de Paranapu√£ e Prainha da Enseada. A a√ß√£o seguiu todos os protocolos da Covid-19.

Ação realizada em São Vicente em parceria com a Fundação Florestal com 20 integrantes retirou 588 kg de lixo plástico, entre eles embalagens alimentares consumidas em residências, produtos de limpeza e roupas. Foram 72 sacos de lixo pesados e uma quantidade de de 10 kg de microlixo retirados Рum dos maiores causadores da mortandade de animais marinhos, entre eles os invólucros de uso de drogas (145) e fragmentos metálicos retirados da areia por detector de metais (103 unidades). Destaque para um televisor, encontrado na faixa da entremaré.

A Fundação Florestal disponibilizou uma palestra sobre a criação do Parque e a gestão da área por Marisa Goulart, Gestora e sua equipe para maior conhecimento da área antes de atuar em campo para cuidados e protocolos a seguir prevendo menor impacto da ação. A equipe teve apoio da monitoria do GREMAR.

 - REVISTA MAIS SANTOS

A praia de Paranapuã é reservada para proteção de aves marinhas como atobás. Para permanecer na praia, precisa de autorização da gestão do parque e um propósito de passeio, na maioria das vezes turístico. A coleta percorreu aproximadamente 105 mil m2. A coleta de resíduos atuou na faixa de areia toda de costão a costão. A destinação por parte da unidade florestal teve apoio de veículos para descarte correto dos resíduos.

”Essa a√ß√£o foi nova para todos n√≥s que atuamos em praias com presen√ßa de banhistas a anos e agora tivemos a conclus√£o que o lixo gerado no estu√°rio por moradias irregulares e nas praias em alta e baixa temporada acabam se acumulando nessas √°reas que s√£o de suma import√Ęncia para a biodiversidade local. As aves marinhas t√™m sua ocorr√™ncia nessa praia para alimenta√ß√£o e reprodu√ß√£o, sua conviv√™ncia √© permanente. Fizemos um grande ato de prote√ß√£o a essas esp√©cies”, afirma Rodrigo Azambuja, coordenador da opera√ß√£o.

No Litoral Norte, uma equipe de professores coletou 4 kg de micro lixo na prainha da enseada, em São Sebastião. A coordenadora Carla Moreira, bióloga e professora iniciou um trabalho com a presença de assistentes a fim de descobrir o impacto e origem do micro lixo nas praias do litoral norte, buscando interagir com seus alunos e compartilhar com professores a experiência da ação. Objetivo é buscar criar grupo maior para professores nas cidades do Litoral Norte e atuar com educação ambiental para preservação das praias na região.

Impacto Ambiental

Os materiais retirados foram, além de pesados, triados e quantificados. A maior parte, 45%, é composta por garrafas pet e embalagens de uso doméstico como shampoo, detergentes, potes, alimentos da cesta básica e micro lixo como canudos, tampinhas pet e palitos de pirulito e cotonetes até invólucros.

”Os res√≠duos de alta densidade como PEAD -pol√≠mero derivado do petr√≥leo com dura√ß√£o de centenas de anos (200 em m√©dia) podem gerar impactos como a ingest√£o por aves e tartarugas principalmente. Os mais perigosos s√£o as tampinhas, pinos de uso de drogas e fragmentos – peda√ßos de pl√°stico r√≠gido. Foram encontrados seringas e embalagens de solventes, perigoso para ambiente natural da reserva”, aponta a bi√≥loga Roberta Pe√ßanha, participante da opera√ß√£o.

Pr√≥ximas a√ß√Ķes

As pr√≥ximas a√ß√Ķes ser√£o neste m√™s (21) na mesma Unidade de Conserva√ß√£o, nas praias 1 e 2 de Itaquitanduva e (27-28) no Parque Estadual do Itingu√ß√ļ em Peru√≠be.

Fotos: Divulgação/Instituto Ecomov