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Santos / Cotidiano

Limpeza remove 300 folhas secas de palmeiras em uma das principais avenidas de Santos

Da Redação

Pelo menos 300 folhas secas de palmeiras, a maioria da espécie imperial, foram retiradas da Avenida Ana Costa no sábado (14), pela Prefeitura. A remoção, por medida de segurança, evita que possam cair sobre a ciclovia e calçada do canteiro central ou nas pistas de tráfego.

Durante quatro horas e meia, uma equipe de quatro homens retirou pelo menos uma folha seca de cada uma das cerca de 300 palmeiras que ficam no canteiro central da avenida, entre a Praça das Bandeiras (Gonzaga) e a Avenida Rangel Pestana (Vila Mathias). Foi necessário o uso de um caminhão com cesto aéreo para alcançar a copa dos vegetais.

“A presença de folhas secas é um fenômeno natural, que indica o ciclo vegetativo da palmeira”, afirmou a engenheira agrônoma Gisela Alvarez, da coordenadoria de paisagismo da Secretaria de Serviços Públicos, explicando que, quando nasce uma nova folha, a própria planta termina o processo de cicatrização em relação à antiga, que começa a secar. Por essa razão, prosseguiu, não se pode retirar folhas verdes, já que “a cicatriz fica aberta”. Além disso, nunca se deve aparar as folhas por motivos estéticos, pois a palmeira pode sofrer danos irreversíveis.

Palmeira imperial

Árvore exótica, natural das Antilhas, a palmeira imperial (Roystonea oleracea) pode alcançar 40 metros de altura e suas folhas costumam atingir entre três e cinco metros de comprimento. Ela floresce no início do verão, quando é comum a presença de aves em busca de seus pequenos frutos.

A introdução no País se confunde com a chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808. Uma das lendas mais populares sobre o Jardim Botânico carioca diz que o primeiro exemplar, trazido por portugueses, foi plantado pelo próprio D. João, originando-se daí sua denominação de palmeira-imperial. A espécie pode crescer de 80 centímetros a um metro por ano, ou, seja, cerca de 8 centímetros por mês.

Foto: Divulgação PMS