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Santos / Economia

Entidades do comércio questionam medidas do Estado; saída judicial não está descartada

Da Redação

Entidades ligadas ao comércio mostraram, descontentamento com as medidas anunciadas pelo Governo do Estado nesta sexta-feira, levando a Baixada Santista para a Fase Laranja do Plano São Paulo e para a Fase Vermelha à noite (depois das 20 horas) e aos finais de semana, a partir da próxima segunda (25). Seguindo os dirigentes, a mudança não resolverá o problema das contaminações e poderá ser um “golpe quase fatal” para os comerciantes.

Não estão descartadas medidas judiciais para garantir o funcionamento de bares e restaurantes no próximo final de semana. “O sindicato vai fazer a pressão que lhe cabe, para tentar o apoio dos prefeitos e, mais uma vez, ir contra este tipo de decreto que não leva a lugar nenhum. Caso não exista essa possibilidade, nosso departamento jurídico já trabalha num pedido ao Tribunal de Justiça de uma liminar que possibilite trabalhar no fim de semana dos dias 30 e 31 de janeiro”, afirma Heitor Gonzalez, presidente do SinHores (Sindicato dos Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Para ele, a medida do Governo do Estado é “atrapalhada”. “Qual é a diferença que um sábado e um domingo fechados no Litoral, vão trazer para uma pandemia que se arrasta há um ano? Pandemia que tem nosso principal foco de aglomeração alguns bailes funk e bares clandestinos, festas durante a madrugada toda e um transporte público entupido de gente”, complementa.

Gonzalez pondera ainda que dois finais de semana de verão, para os pequenos comércios, equivalem a um mês de inverno, em termos de movimento. “Como dizia minha avó, os inocentes sempre pagam pelos culpados. Fechando ás 20 horas, as pessoas que cumprem as regras vão cumpri-las, assim como vêm cumprindo, com todos os protocolos necessários. E os que não cumprem, pela deficiência do Estado em fiscalizar, vão continuar. Para eles, não importa o horário determinado, vão abrir à moda deles, sem nenhum protocolo ou cuidado. Isso é o que mais machuca. O governo faz a coisa mais fácil. E eles vão ter até mais movimento, com tudo fechado”.

Golpe

“O Sindicato vê com muita tristeza essa medida por parte do Governo, tomada de forma açodada. No nosso ver, isso não vai fazer efeito, pois a população vai ser penalizada; o comércio legal, que paga imposto e tem ajudado o Governo nesse tempo todo, respeitando todos os protocolos, vai ser penalizado também”, argumenta Omar Abdul Assaf, presidente do SincomércioBS (Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista).

Ele reforça que muitos comércios fizeram estoques de produtos perecíveis. “É para ter algum oxigênio durante a temporada. Já estão na UTI, sem nenhuma saúde financeira para continuar tocando. Mas, mesmo assim, veio o Natal e a temporada é sempre um alento. Agora, vem esse golpe quase que fatal”, acrescenta Assaf.

Coletiva

O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB) deve conceder uma coletiva de imprensa no final no início da noite, para falar sobre a reclassificação do Plano São Paulo. Será a partir das 18h30.