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Santos / Saúde

UPA de Santos integra projeto brasileiro que monitora circulação de vírus respiratórios

Da Redação

A descoberta de novas cepas de vírus é essencial para a produção de vacinas contra as síndromes gripais. Neste ano, a UPA Zona Leste, em Santos, foi escolhida para fazer parte do projeto ‘Vigilância de Síndrome Gripal – Sentinela Influenza’, do Ministério da Saúde.

Uma vez por semana, a UPA envia cinco amostras de secreção nasofaringe coletadas de pacientes ao Instituto Adolfo Lutz, para identificação dos vírus como, por exemplo, da Influenza e Sars-CoV-2 (covid-19). A unidade é gerida de forma compartilhada entre a Prefeitura de Santos e a entidade filantrópica Pró-Saúde.

Vigilância

Desde o ano 2000, o Ministério da Saúde possui um sistema de vigilância epidemiológica da Influenza em âmbito nacional, em que algumas unidades colhem amostras regularmente para análise em um instituto de referência.

O principal objetivo dessa vigilância é a identificação do vírus respiratório em circulação na região, determinando os novos tipos com alta patogenicidade – capacidade de um agente biológico causar doença em um hospedeiro –, que determinam possíveis comportamentos inusitados por cada um dos vírus e sua distribuição por idade, sexo e local de ocorrência.

Importância

“O trabalho que estamos realizando na UPA Zona Leste é de suma importância não só para Santos, pois, a partir das informações que apuramos sobre as novas cepas virais, são formuladas vacinas para atender brasileiros de todo o país”, explica Lilian da Cruz, enfermeira e responsável pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da unidade.

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar é implantado de acordo com as normas de vigilância sanitária, sendo responsável por executar as atividades definidas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). O SCIH desenvolve ações em conjunto com a CCIH, visando prevenir ou reduzir a incidência ou a gravidade das infecções hospitalares.

Segundo Lilian, o projeto não afetou o fluxo da unidade. “Como o paciente já procura a UPA devido à síndrome gripal, e com isso preenche os critérios para coleta, aproveitamos a mesma amostra que é colhida para identificação da covid-19”, complementa a profissional.

Foto: Arquivo