9.0 // DA REDAÇÃOREGIÃO 

Da redação

Neste dia 20 de novembro, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra, um exemplo negativo praticado pelo deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) que arrancou e destruiu parte da mostra é “(Re)existir no Brasil. Trajetórias Negras e Brasileiras. Racismo é crime”. Uma das placas que foi arrancada mencionava o genocídio à população negra e mostrava um policial de costas, com arma em punho, se afastando do corpo de um negro vestido com a bandeira do Brasil.

O material foi depredado poucos minutos depois de ser inaugurada e estava nos corredores do Congresso Nacional, no Brasil.  Ainda ontem (19) o deputado chegou a enviar uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados solicitando a retirada daquela imagem e publicou vídeo onde dizia “polícias não são assassinos, polícias são guardiões da sociedade”.

O autor da imagem, o cartunista Carlos Latuff disse que a agressão do deputado “apenas confirma a charge”. “Se fazem isso contra um cartaz, imagina o que fazem contra gente de pele negra”, acrescentou.

Procurado por jornalistas, o deputado Coronel Tadeu disse que se o quadro voltar, ele arranca de novo. Falou ainda que vai defender, junto ao presidente da Câmara, um “filtro” para as futuras exposições. Disse que não foi racista, que o racismo que ele viu foi o “racismo contra os policiais.”

Deputados da oposição se revoltaram com a destruição e prometem registrar ocorrência e levar o caso ao Conselho de Ética da Casa. Ele foi cercado pelos deputados, mas deixou o local antes da chegada da polícia legislativa. Sua ação, no entanto, foi registrada em vídeo.

Crédito – foto: Mariana Londres

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