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Brasil / Política

Campanha busca lembrar vítimas de desaparecimento forçado

Da Redação e da Agência Brasil

O Movimento Vozes do Sil√™ncio lan√ßou neste s√°bado (29) a campanha “Quem √© essa mulher?”. Para marcar a data, foi transmitido um v√≠deo em que um grupo canta a m√ļsica Ang√©lica, de Chico Buarque e Miltinho, feita em homenagem √† estilista¬†Zuzu Angel (foto).

Entre os participantes da obra audiovisual estão familiares de Zuzu e de outras vítimas desse tipo de crime, que teve seu auge durante o Regime Militar (1964-1985) e cujo debate o movimento pretende fomentar. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Vladimir Herzog.

A publicit√°ria S√īnia Maria Haas, irm√£ de Jo√£o Carlos Haas Sobrinho, m√©dico morto durante a chamada Guerrilha do Araguaia, afirmou que o v√≠deo, co-dirigido por ela, “tem uma mensagem muito clara”. “J√° era prevista uma manifesta√ß√£o na rua, mas agora temos que fazer as manifesta√ß√Ķes virtuais. Por√©m, n√£o poder√≠amos deixar em branco. N√≥s t√≠nhamos que¬†ter¬†uma mensagem muito clara, porque o momento exige. Uma mensagem clara, de cora√ß√£o, que tocasse as pessoas e que fosse educativa, porque precisamos deixar as novas gera√ß√Ķes informadas, engajar nessa luta, porque sabemos que essa luta √© longa”, disse. “√Č dura a caminhada, √© √°rdua, √© solit√°ria.”

De acordo com relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), 434 pessoas desapareceram ou foram mortas no Brasil, entre 1946 e 1988. A comissão permaneceu ativa de maio de 2012 a dezembro de 2014.

Para o diretor administrativo do N√ļcleo de Preserva√ß√£o da Mem√≥ria Pol√≠tica, Maurice Politi, h√° grande import√Ęncia em se nomear os fatos como s√£o e atribuir sentido ao que √© celebrado no dia¬†30 de agosto.¬†“O que acho importante √© considerar o dia¬†30 de agosto¬†seja um dia lembrado como um dia em que pessoas que lutaram a favor de uma democracia, de maior igualdade, maior justi√ßa social para o pa√≠s”, ressalta.

Politi destaca, ainda, que as fam√≠lias de cerca de 60 pessoas que lutaram na Guerrilha do Araguaia n√£o localizaram os corpos, at√©¬†hoje, “√Ȭ†por isso que as fam√≠lias fizeram esse v√≠deo. Nossa luta √© para que n√£o aconte√ßa mais.”

Foto: Divulgação/Instituto Zuzu Angel