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Estado / S√£o Paulo

Anvisa aprova início dos testes em humanos da ButanVac

Da Redação

Nesta quarta (7), a Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) aprovou o in√≠cio dos testes em humanos da ButanVac, nova vacina do Butantan contra a Covid-19 que ser√° produzida inteiramente no Brasil. Com o aval da ag√™ncia, a fase 1 dos ensaios cl√≠nicos do novo imunizante come√ßa nesta sexta (9), quando um grupo de volunt√°rios ser√° vacinado no Hemocentro de Ribeir√£o Preto, centro de pesquisa vinculado √† Faculdade de Medicina de Ribeir√£o Preto da Universidade de S√£o Paulo e que √© respons√°vel pela parte inicial do estudo.

As fases 1 e 2 dos ensaios clínicos da ButanVac serão divididas nas etapas A, B e C. A etapa A vai envolver 418 voluntários de Ribeirão Preto com o objetivo de avaliar segurança e seleção de dose (dose de imunizante que será incorporada na vacina definitiva). Nela, o grupo de pessoas vacinadas será comparado a um grupo controle que receberá placebo.

Já as etapas B e C terão como objetivo avaliar a resposta imune e envolverão mais de 5 mil voluntários. Nelas, será feita a comparação entre o desempenho da nova vacina do Butantan contra a Covid-19 e outras vacinas que estão em uso e já têm dados publicados, como a CoronaVac. Além da eficácia geral da ButanVac, os ensaios clínicos vão avaliar seu desempenho diante das novas variantes do SARS-CoV-2.

Farão parte do estudo pessoas não vacinadas e que não foram expostas ao vírus, pessoas vacinadas (independente do imunizante) e pessoas que tiveram Covid-19. Para ser voluntário, é preciso ter mais de 18 anos e se inscrever junto ao Hemocentro de Ribeirão Preto.

A previs√£o √© que a pesquisa dure 17 semanas, mas o prazo pode ser alterado porque as etapas s√£o progressivas, ou seja, s√≥ h√° avan√ßo ap√≥s a conclus√£o do est√°gio anterior e com base na an√°lise dos dados obtidos. Todo o processo ser√° acompanhado pela Anvisa e as conclus√Ķes finais ser√£o encaminhadas √† ag√™ncia para solicitar a autoriza√ß√£o de uso emergencial.

Sobre a ButanVac

A ButanVac vem sendo chamada de vacina 2.0 contra a Covid-19. Sua principal vantagem √© que ela ser√° produzida inteiramente no Brasil, j√° que √© desenvolvida a partir da inocula√ß√£o de um v√≠rus modificado que cont√©m a prote√≠na S do SARS-CoV-2 em ovos embrionados de galinhas ‚Äď mesma tecnologia da vacina contra a influenza (gripe). Al√©m de ser barata e muito disseminada, especialmente em pa√≠ses emergentes, essa t√©cnica √© uma especialidade do Butantan: o instituto produz anualmente 80 milh√Ķes de vacinas da gripe usando ovos.

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do novo coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor é o da doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Essa tecnologia foi desenvolvida por cientistas na Icahn School of Medicine de Mount Sinai, em Nova York. A proteína S estabilizada do vírus SARS-CoV-2 utilizada na vacina com tecnologia HexaPro foi desenvolvida na Universidade do Texas em Austin.

Foto: Governo do Estado de S√£o Paulo