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O dia em Tóquio: o brilho do Brasil no skate vira outra medalha; e no boxe tem mais a caminho

Da Agência Brasil e da Redação

No 14¬ļ dia dos Jogos Ol√≠mpicos de T√≥quio, o Brasil volta a brilhar no skate com mais uma medalha, no boxe, com chegada √†s finais, mas se despede da briga pelo ouro no v√īlei masculino. Confira os detalhes:

Skate

O catarinense Pedro Barros conquistou a medalha de prata no skate park na Olimpíada de Tóquio, no início da madrugada desta quinta-feira (5) no Parque de Esportes Urbanos de Ariake. Ele garantiu a a segunda posição da prova com a nota de 86,14 pontos, que alcançou logo em sua primeira tentativa. Nas outras duas ele fez 73,5 e 22,99.

A medalha dourada ficou com o australiano Keegan Palmer, que fez uma volta espetacular e obteve a nota de 95,83 em sua √ļltima oportunidade. Com 84,13, o americano Cory Juneau faturou o bronze e fechou o p√≥dio.

Além de Pedro Barros, o Brasil foi representado na grande decisão por Luiz Francisco, que terminou em quarto com 83,14 pontos, e por Pedro Quintas, o oitavo com 38,47.

Antes da conquista de Pedro Barros no park, o skate brasileiro j√° havia garantido outras duas pratas, ambas no street, com Rayssa Leal e Kelvin Hoefler.

Boxe

Os baianos Beatriz Ferreira e Hebert Concei√ß√£o est√£o nas finais do boxe na Olimp√≠ada de T√≥quio (Jap√£o). Atual campe√£ mundial, a peso-leve brasileira avan√ßou ap√≥s vencer a finlandesa Mira Potkonen, na categoria at√© 60 quilos, por decis√£o un√Ęnime dos √°rbitros (5 a 0).
Na disputa masculina da categoria peso-médio (75 kg), Conceição superou o atual campeão mundial Gleb Bakshi, do Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês), por 4 a 1, também por decisão dos juízes. Ambos os duelos ocorreram na madrugada desta quint-feira (5) na Arena Kokugikan, na capital japonesa.

√Č primeira vez na hist√≥ria dos Jogos Ol√≠mpicos que o boxe brasileiro se garante em duas finais ol√≠mpicas em uma mesma edi√ß√£o dos Jogos. Al√©m disso, o esporte j√° assegurou tr√™s medalhas em T√≥quio, j√° que al√©m de Bia e Hebert, Abner Teixeira (categoria 91kg) conquistou o bronze.

Pela terceira vez nos Jogos, Bia disse estar ansiosa para enfrentar pela primeira vez na carreira a irlandesa Kellie Harrington, campe√£ mundial em 2018.

‚ÄúQueria muito essa luta. Participamos de alguns campeonatos, mas infelizmente n√£o chegamos a lutar. Ela √© campe√£ mundial, tem todo o meu respeito e estou bem ansiosa para esse espet√°culo. Espero sair com a vit√≥ria e mandar essa medalha para o meu pai‚ÄĚ, afirmou a baiana, em depoimento ao Comit√™ Ol√≠mpico do Brasil (COB).

A final feminina será às 2h (horário de Brasília) de domingo (8), dia do encerramento dos Jogos de Tóquio.

Logo após a luta da compatriota, foi a vez de Hebert Conceição entrar no ringue contra Gleb Bakshi, do ROC, que já havia derrotado o baiano na semi do Campeonato Mundial em 2019. Mas nesta quinta (5) Conceição levou a melhor.

‚ÄúEstava um pouco tenso antes da luta, como sempre fico. Acho que temos que ter essa adrenalina, treinei muito com a minha equipe. Foi bom que consegui reverter mais essa revanche. Peguei uma chave muito dura‚ÄĚ, contou o pugilista ao COB.

O brasileiro disputará o ouro no sábado (7), às 2h45 (horário de Brasília), em final contra o ucraniano Oleksandr Khyzhniak.

Beatriz Ferreira estreou nos Jogos Ol√≠mpicos com vit√≥ria contra Shih-Yi Wu, de Taiwan. A brasileira venceu com julgamento un√Ęnime dos ju√≠zes(5 a 0), garantindo a classifica√ß√£o para as quartas de final. Na sequ√™ncia, ela encarou a uzbeque Raykhona Kodirova, que tamb√©m foi derrotada por decis√£o concordante dos cinco √°rbitros.

Já Hebert Conceição estreou com vitória contra o chinês Erbieke Tuoheta em decisão por pontos. No julgamento dos árbitros, a luta terminou com o resultado de 3 a 2. Na sequência, nas quartas de final, o brasileiro derrotou o cazaque Abilkhan Amankul. A vitória foi por decisão dividida, com três juízes dando o triunfo ao brasileiro e dois ao pugilista do Cazaquistão.

Arremesso de peso

Darlan Romani ficou em 4¬ļ lugar entre os 12 participantes da final da prova de arremesso do peso na Olimp√≠ada de T√≥quio (Jap√£o). A disputa ocorreu na noite desta quarta-feira (4) no Est√°dio Ol√≠mpico.

A melhor marca do atleta catarinense foi 21,88 metros (m), alcançada na primeira tentativa. Nos arremessos seguintes, o brasileiro fez 21,22 m, 20,96 m e 20,7 m, além de ter outros dois lançamentos invalidados.

A medalha de ouro ficou com o norte-americano Ryan Crouser, que fez cinco arremessos acima da marca de 22,5 m, sendo a melhor de 23,3 m (o novo recorde ol√≠mpico). J√° a prata foi de outro atleta dos EUA, Joe Kovacs, com 22,65 m. O √ļltimo lugar no p√≥dio ficou com o neozeland√™s Tomas Walsh, com 22,18 m.

Revezamento 4×100

A equipe brasileira masculina do revezamento 4×100 metros (m), formada por Rodrigo do Nascimento, Felipe Bardi, Derick Silva e Paulo Andr√© Camilo, ficou fora da final da Olimp√≠ada de T√≥quio (Jap√£o) ap√≥s terminar a 1¬™ bateria das eliminat√≥rias na 5¬™ posi√ß√£o com o tempo de 38s34 (a 12¬™ melhor marca no geral), na madrugada desta quinta-feira (5) no Est√°dio Ol√≠mpico.

A liderança foi da Jamaica, com o tempo de 37s82. Na sequência vieram a Grã-Bretanha, com 38s02, e o Japão, com 38s16.

Na segunda eliminatória avançaram diretamente China e Canadá, que empataram com o tempo de 37s92, e a Itália, com 37s95. Além disso, passaram, em razão do tempo, os times da Alemanha (38s06) e de Gana (38s08).

‚ÄúCorremos mal. Nosso desempenho n√£o foi o melhor. Nas passagens acredito que tenham sido boas, tem coisas para ajustar, mas dentro do padr√£o do Brasil. Mas nossa corrida hoje n√£o foi adequada. Mas sa√≠mos de cabe√ßa erguida. A pandemia [de covid-19] nos afetou bastante‚ÄĚ, afirmou Rodrigo Nascimento, ap√≥s a prova, ao Comit√™ Ol√≠mpico do Brasil (COB).

V√īlei masculino

A sele√ß√£o brasileira de v√īlei masculino deu adeus ao sonho do ouro ol√≠mpico nos Jogos de T√≥quio (Jap√£o). Os brasileiros foram derrotados de virada na madrugada desta quinta-feira (5) para o Comit√™ Ol√≠mpico Russo (ROC, na sigla em ingl√™s) por 3 sets a 1, com parciais de 18/25, 25/21, 26/24 e 25/23. A partida foi realizada na Arena de Ariake, na capital T√≥quio.

Desde os Jogos Ol√≠mpicos de Sidney (2000) o Brasil n√£o fica de fora de uma final da competi√ß√£o. √Ä √©poca, o pa√≠s foi eliminado nas quartas de final em confronto com a Argentina. Depois disso, foram quatro decis√Ķes consecutivas, tendo levado duas medalhas de ouro (Atenas 2004 e Rio 2016) e duas de prata (Pequim 2008 e Londres 2012).

Apesar de não avançar à final, o levantador Bruninho diz que o time tem que se manter firme para buscar a medalha de bronze.

“Por mais dif√≠cil que seja, temos que apagar isso [a derrota de virada para a R√ļssia]. O bronze conta muito pra gente. Sabemos o quanto a gente merece, quanto a gente trabalha, se dedica. Ent√£o, vamos entrar com a faca nos dentes como se fosse o ouro. N√£o temos tempo para lamentar”, disse Bruninho, campe√£o ol√≠mpico na Rio 2016, em depoimento ao Comit√™ Ol√≠mpico do Brasil (COB).

A luta pelo bronze será à 1h30 (horário de Brasília) deste sábado (7). O adversário será o perdedor do confronto entre França e Argentina, às 9h desta quinta (5).

Foto: Miriam Jeske/COB