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Região / Economia

Usiminas: Justiça obriga interrupção nas demissões e readmissão de dispensados

Da Redação

Vitória para os metalúrgicos demitidos pela Usiminas. Uma decisão da 2ª Vara do Trabalho de Cubatão definiu que a empresa não demita mais trabalhadores e readmita os dispensados após maio deste ano. O posicionamento saiu nesta quarta-feira (16), e foi comemorado por representantes do Sindicato dos Metalúrgicos.

“Caso tenha sido demitido empregado desde a publicação da decisão em Mandado de Segurança até o momento da recepção desta decisão, deverá ocorrer a reintegração no prazo de cinco dias”, diz o documento. Ainda de acordo com a decisão, caso haja descumprimento, será imposta multa de R$ 10 mil por empregado demitido ou não reintegrado.

“O sindicato sempre esteve na luta pela reintegração destes trabalhadores. Eles foram demitidos de uma forma nunca vista nesse País. Passamos por um momento de pandemia, com os trabalhadores fragilizados, e a Usiminas fez o que fez. Agora está sendo feita justiça, com essa reintegração conquistada”, afirma o diretor do sindicato, Humberto Andrade.

Enquanto isso, o vice-presidente da entidade, Sergio Cesar de Oliveira, reforça que os trabalhadores devem procurar o sindicato o quanto antes, para os procedimentos que visem as recolocações. “Solicitamos aos trabalhadores que tragam os comunicados de dispensa, para que solicitemos a reintegração imediata, caso a Usiminas não os convoque”, frisa.

Outro lado

A Usiminas, por meio de nota enviada por sua Assessoria de Comunicação, se posicionou sobre o caso. Confira a íntegra abaixo:

“A Usiminas promoveu uma série de adequações que permitiram a continuidade das operações da planta de Cubatão. Sobre a sentença da juíza da 2ª Vara do Trabalho de Cubatão, a empresa esclarece que desde o dia 25 de agosto, data em que foi proferida decisão no Mandato de Segurança no TRT/SP, não houve desligamentos, não sendo necessário desta forma promover reintegrações. Os desligamentos que foram necessários, ocorreram respaldados por decisão da Corregedoria do Tribunal Superior do Trabalho”.

Foto: Divulgação/Usiminas