PUBLICIDADE

Brasil / Cotidiano

Pesquisa aponta que isolamento social fez interesse por divórcio disparar no Brasil

Da Redação

Um levantamento feito pelo Google Brasil, entre os dias 13 e 29 de abril, revelou um crescimento expressivo no interesse pelo termo “div√≥rcio online gratuito”. Neste per√≠odo de isolamento social, s√≥ a pergunta “como dar entrada em um div√≥rcio” registrou crescimento de 82%.

Debora Ghelman, advogada especialista em Direito Humanizado nas √°reas de Fam√≠lia e Sucess√Ķes, prev√™ que todos os pa√≠ses afetados pela pandemia e que hoje em dia encontram-se de quarentena, sigam o padr√£o da sociedade chinesa e tenham um aumento consider√°vel nos pedidos de div√≥rcios. No Brasil n√£o ser√° diferente.

“O isolamento social obriga as pessoas a conviverem 24 horas por dia e com isso muitos dos conflitos que sempre existiram ganham maior evid√™ncia. Com isso muitas pessoas acabam percebendo que n√£o querem mais estar naquela rela√ß√£o. Conviver √© dif√≠cil e, quando n√£o h√° mais di√°logo entre o casal significa que os dois desistiram de investir no relacionamento”, diz a advogada.

A decisão pelo divórcio que já tende a ser bastante difícil, neste momento de pandemia, tem sido ainda mais complicada, pois muitos casais vêm sendo obrigados a seguir convivendo na mesma casa. De acordo com Debora, a atual situação torna inviável conseguir uma ordem judicial que determine que um dos ex-companheiros saia de casa:

“O pedido √© poss√≠vel, mas o seu deferimento ser√° muito dif√≠cil. Isso porque estamos no meio de uma pandemia onde grande parte do pa√≠s encontra-se em quarentena. Dificilmente o Estado, maior interessado que o v√≠rus n√£o se propague, determinar√° que uma pessoa saia de sua resid√™ncia e corra o risco de se contaminar, a n√£o ser em casos grav√≠ssimos em que ocorram abusos.

 - REVISTA MAIS SANTOS

A pr√≥pria casa √© justamente o local mais perigoso para mulheres que sofrem com a agressividade de seus parceiros. Durante a quarentena, o problema da viol√™ncia dom√©stica se agravou devido √† conviv√™ncia intensa e a apreens√£o devido √† incerteza gerada pela doen√ßa. Somente no Rio de Janeiro o n√ļmero de den√ļncias de viol√™ncia dom√©stica: aumentou cerca de 50%, mas a realidade de avan√ßo nos casos aconteceu em todo o mundo.

De acordo com a advogada, nesses casos, onde o convívio acarreta em risco de morte, é possível requerer a separação de corpos no plantão judiciário, com grandes chances de deferimento.

Se o divórcio não envolver nenhum tipo de abuso Рfísico ou psicológico Рa advogada aconselha que, mesmo separados, o ex-casal mantenha o diálogo e continue tentando conviver pacificamente até que a pior parte da pandemia passe, para que depois sejam resolvidos assuntos burocráticos como a divisão de bens e a guarda dos filhos. Caso a situação seja realmente insustentável, o ideal é juntar-se ao isolamento social com algum familiar em outra residência.

Foto: Reprodução