PUBLICIDADE

Brasil / Cotidiano

Ministro descarta risco de apagão no País por crise hídrica

Da Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, descartou qualquer risco de desabastecimento elétrico ou de apagão no País, por conta da crise hídrica dos reservatórios. Segundo o ministro, tirando causas meteorológicas externas, não haverá racionamento por falta de energia.

‚ÄúN√£o h√° hip√≥tese alguma de racionamento ou apag√£o por falta de energia. Pode ser por conta de um raio, de uma tempestade, mas n√£o por falta de energia. √Č isto que n√≥s estamos trabalhando, h√° mais de ano, para garantir aos consumidores brasileiros‚ÄĚ, afirmou o ministro, durante a inaugura√ß√£o do novo laborat√≥rio do Centro de Pesquisas de Energia El√©trica (Cepel) da Eletrobras, em Nova Igua√ßu (RJ).

Bento Albuquerque disse que o pa√≠s atravessa a pior crise h√≠drica dos √ļltimos 90 anos, com falta de chuvas sobre os principais reservat√≥rios, mas ressaltou que o setor el√©trico soube trabalhar para superar o problema: ‚ÄúN√£o h√° risco de desabastecimento de energia de forma alguma, mas eu entendo que o uso racional da energia tem que fazer parte da nossa educa√ß√£o e da nossa cultura.‚ÄĚ

Usina nuclear

Em entrevista aos jornalistas após a inauguração do laboratório, o ministro também falou sobre a possibilidade de construção de uma quarta usina nuclear no país, que hoje tem Angra 1 e 2 e está em vias de concluir Angra 3.

Ele não definiu onde seria construída a próxima usina, podendo ser na Região Sudeste ou mesmo no Nordeste, mas frisou que ela será de uma nova geração, menor, mais eficiente e mais segura que as atuais.

Segundo Albuquerque, o estudo sobre o assunto deverá estar pronto para ser apresentado no Plano Decenal, no início de 2022.

Carros elétricos

Bento Albuquerque falou também sobre a tendência de eletrificação da frota de veículos, que está sendo acelerada em vários países, principalmente os europeus, pelas montadoras, que pretendem fabricar basicamente carros elétricos entre 2025 e 2030.

Por√©m, o ministro destacou que pa√≠ses de grandes extens√Ķes podem adotar modelos h√≠bridos de motoriza√ß√£o. ‚ÄúA eletrifica√ß√£o faz parte da realidade de cada pa√≠s. Um determinado pa√≠s pode dizer que ter√° toda sua frota el√©trica. Em um pa√≠s continental, como Brasil, √ćndia, China ou Estados Unidos, a eletrifica√ß√£o n√£o ocorre em anos. Ela poder√° ocorrer em d√©cadas. O Brasil √© privilegiado pela abund√Ęncia de fontes energ√©ticas renov√°veis e limpas. Temos o maior programa de bioenergia do mundo, que √© baseado em biocombust√≠veis, e eles ser√£o fundamentais‚ÄĚ, disse.

Laboratório

O novo centro de pesquisas do Cepel, chamado Laborat√≥rio de Smart Grids, √© um dos primeiros do g√™nero no pa√≠s e recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milh√Ķes, provenientes da Eletrobras, Petrobras e do Projeto META (MME e Banco Mundial).

O laborat√≥rio, localizado na Unidade Adrian√≥polis, em Nova Igua√ßu, permitir√° in√ļmeras op√ß√Ķes de pesquisa e presta√ß√£o de servi√ßos, trazendo benef√≠cios concretos √†s empresas do setor de energia e contribuindo para o avan√ßo tecnol√≥gico do Brasil, dentro do atual contexto de transi√ß√£o energ√©tica. Garantir√° experi√™ncias pr√°ticas, antes realizadas apenas em modelos te√≥ricos, e maior confiabilidade para o sistema el√©trico nacional, disse o diretor-geral do Cepel, Amilcar Guerreiro.

‚ÄúVai ajudar na avalia√ß√£o do comportamento dos novos elementos que surgem na rede, em fun√ß√£o da gera√ß√£o distribu√≠da, do armazenamento distribu√≠do de energia. Este laborat√≥rio vai permitir isso. Tem a capacidade de analisar elementos com uma pot√™ncia mais alta. Pain√©is fotovoltaicos, um inversor com pot√™ncia alta, este laborat√≥rio √© capaz de fazer o ensaio, de avaliar a performance desses equipamentos‚ÄĚ, explicou o diretor do Cepel.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado