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Brasil / Cotidiano

Primeiro lote de IFA para vacina Oxford/AstraZeneca deve chegar s√°bado

Da Agência Brasil

O primeiro lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção da vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil foi liberado por autoridades chinesas e deve chegar ao Rio de Janeiro no próximo sábado (6). A informação é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fará a formulação e o envase das doses.

O voo com o IFA está previsto para decolar de Xangai às 7h35 de amanhã (5) no horário local, o que equivale às 20h35 desta quinta (4) no horário de Brasília. O avião deve pousar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 17h50 de sábado.

O ingrediente farmacêutico ativo foi produzido na China pelo laboratório Wuxi Biologics, contratado pela farmacêutica AstraZeneca, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

O primeiro lote do IFA já estava pronto desde o mês passado e aguardava licença de exportação e a conclusão de procedimentos alfandegários para que o envio pudesse ocorrer.

O governo brasileiro assinou um acordo com a farmac√™utica europeia e a universidade brit√Ęnica para que a vacina pudesse ser produzida no Brasil, no Instituto de Tecnologia em Imunobiol√≥gicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado da China, porém, o acordo também prevê transferência de tecnologia para nacionalizar a produção do insumo, o que deve ocorrer no segundo semestre.

A Fiocruz espera o envio de 14 remessas de IFA ao longo do primeiro semestre, cada uma delas com insumo suficiente para produzir 7,5 milh√Ķes de doses. As primeiras duas remessas deveriam ter chegado em janeiro, e o contrato prev√™ que a funda√ß√£o receba o suficiente para produzir 100,4 milh√Ķes de doses at√© julho.

Ap√≥s a nacionaliza√ß√£o do IFA, a Fiocruz poder√° produzir mais 110 milh√Ķes de doses, chegando a 210,4 milh√Ķes de doses at√© o fim de 2021.

A vacina Oxford/AstraZeneca j√° est√° sendo aplicada no Brasil devido √† importa√ß√£o de 2 milh√Ķes de doses prontas, que foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro dos desenvolvedores do imunizante na √ćndia.

Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil